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Mundo pet: Millennials preferem cachorros a crianças em cidades cada vez mais caras

Por: Elite FM
Publicado em 19/11/2019
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As mudanças demográficas nos Estados Unidos são preocupantes. Cada vez mais os jovens abdicam dos filhos, trocando-os por cães e gatos. No Brasil não é diferente.| Foto: Pixabay/Gazeta do Povo

Aproximadamente 600 mil cachorros vivem em Nova York, juntamente com meio milhão de gatos. Cerca de metade dos lares norte-americanos têm um animal de estimação, o que significa adicionais 77 milhões de cachorros e 54 milhões de gatos. Em termos geracionais, os millenials são os proprietários mais entusiasmados. Certa de 70 % deles se vangloriam de ter ao menos um animal de estimação. O que você tem menos probabilidade e encontrar, sobretudo nas grandes cidades dos Estados Unidos, são crianças. Animais são hoje mais comuns do que crianças em muitas cidades norte-americanas. São Francisco, por exemplo, abriga quase 150 mil cachorros, mas tem apenas 115 mil habitantes com menos de 18 anos. Mais ao norte, Seattle tem mais lares com gatos do que com crianças. No país como um todo, animais de estimação são mais numerosos do que crianças nos condomínios residenciais. Projeta-se que a população infantil seja reduzida pela metade nos próximos 30 anos. Cidades densamente povoadas estão perdendo famílias com crianças com mais de seis anos e ganhando moradores com formação universitária sem filhos. Na verdade, a parcela de crianças com menos de 20 anos vivendo em grandes cidades está em queda há 40 anos. Os amigos quadrúpedes dos jovens profissionais substituíram os bebês. Embora as estatísticas sejam imprecisas, os sinais culturais de uma mudança rumo ao “cuidado parental” dos animais de estimação nas grandes cidades são evidentes nos anúncios de imóveis, nos projetos de parques, no varejo e no surgimento de muitos serviços voltados para a “economia dos bebês peludos”. Na falta de crianças, um cachorro ou gato servem como algo semelhante a uma família. Os jovens norte-americanos cuidam de seus animais com um carinho antes reservado aos filhos, com presentes de aniversário caros e “retratos de família” no Instagram. O custo de se manter um cachorro de porte médio aumentou duas vezes mais do que a inflação desde 2008, para US$12.700 (equivalente a mais de R$ 53 mil). 


Fonte: Gazeta do Povo