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O emburrecimento dos currículos universitários

Por: Elite FM
Publicado em 13/01/2018

Hoje a questão já não é saber se os alunos aprenderam corpos específicos de conhecimento; é se eles estão aprendendo alguma coisa. O ex-presidente de Harvard, Derek Bok apontou que, apesar dos seus muitos benefícios, as faculdades e as universidades “oferecem muito menos para seus alunos do que deveriam”. Muitos formados, admitiu, deixam a instituição com um diploma cobiçado e dispendioso “sem poder escrever o suficiente para satisfazer os empregadores (...) ou raciocinar claramente ou executar de forma competente a análise de problemas complexos e não técnicos”. Bok observou que poucos estudantes de graduação conseguem entender ou falar uma língua estrangeira; a maioria nunca faz cursos de raciocínio quantitativo ou adquire “o conhecimento necessário para ser um cidadão razoavelmente informado em uma democracia”. Apesar dos gastos maciços na infraestrutura do ensino superior, conforme ele admitiu, não está claro que os alunos realmente aprendem mais do que há 50 anos. Uma pesquisa patrocinada pelo National Endowment for Humanities em 1989 constatou que a maioria dos formandos seria reprovada em um teste básico sobre alfabetização cultural e histórica ocidental. Na verdade, uma pesquisa recente nas universidades públicas de maior desempenho do país pelo Conselho Americano de Investidores e Egressos constatou que apenas nove delas exigiam uma disciplina de economia para graduação; apenas cinco exigiam uma disciplina de pesquisa em história americana; e apenas dez exigiam que os alunos fizessem uma disciplina de literatura. Apesar do apoio ao “multiculturalismo” no campus, o estudo descobriu que “menos da metade exigiam sequer um estudo intermediário de uma língua estrangeira”.


Fonte: Charles J. Sykes-GP